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    • Gabriel Torres

      Seja um moderador do Clube do Hardware!   14-02-2016

      Prezados membros do Fórum do Clube do Hardware,

      Está aberto o processo de seleção de novos moderadores para diversos setores do fórum. Os requisitos são:
        Pelo menos 1000 posts e um ano de cadastro; Boa frequência de participação; Ser respeitoso, cordial e educado com os demais membros; Ter bom nível de português; Ter razoável conhecimento da área em que pretende atuar; Saber trabalhar em equipe (com os moderadores, coordenadores e administradores).   Os interessados deverão enviar uma mensagem privada para o usuário @Equipe Clube do Hardware com o título "Candidato a moderador". A mensagem deverá conter respostas ao formulário abaixo:    Qual o seu nome completo? Qual sua data de nascimento? Qual sua formação/profissão? Já atuou como moderador em algo outro fórum, se sim, qual? De forma sucinta, explique o porquê de querer ser moderador do fórum e conte-nos um pouco sobre você.   OBS: Não se trata de função remunerada. Todos que fazem parte do staff são voluntários.
    • dif

      Poste seus códigos corretamente!   22-05-2016

      Prezados membros do Fórum do Clube do Hardware, O Fórum oferece um recurso chamado CODE, onde o ícone no painel do editor é  <>     O uso deste recurso é  imprescindível para uma melhor leitura, manter a organização, diferenciar de texto comum e principalmente evitar que os compiladores e IDEs acusem erro ao colar um código copiado daqui. Portanto convido-lhes para ler as instruções de como usar este recurso CODE neste tópico:  
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Krad Nale

Essa é só para os bons ! ! !

2 posts neste tópico

Olá a todos !

Daqui a algum tempo estarei fazendo um soft de comunicação remota, via Socket mesmo, mas com vários recursos extras (o meu primeiro foi um chat, tipo ICQ, que enviava e recebia strings).

O desafio é : quero que ele realmente aja como um ICQ, no meu projeto antigo, eu teria que enviar um e-mail à outra pessoa informando meu IP. Meu irmão tem uma página no HPG, e gostaria de transformá-la num "servidor", onde terá um arquivo (provavelmente uma tabela) que guadará os nicks, informações dos usuários e os respectivos IP's. Assim não terei que ficar enviando mails com números de IP, o próprio programa acessa a tabela de usuários na NET e vê quem está on-line e acessa o IP.

Eu suponho que isto seja possível através do socket, mas a única coisa que sei enviar via socket são strings .... realmente será uma grande evolução transferir arquivos e outros tipos de dados.

Provavelmente eu irei baixar sources em Delphi de backdoors, só pra analisar a transferências de informações ... mas por favor, opinem ! ! !

Desde já muito obrigado ! ! !

Krad Nale

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Kro amigo,

Sou fera neste assunto!!!

Entre em contato nosuffer@bol.com.br

Vou te dar uma palhinha da matéria....CGI

CGI - Commom Gateway Interface, nada mais é do que uma definição de como o servidor WEB e o Browser se comunicam, para permitir aos autores de páginas HTML fornecerem conteúdo dinâmico e personalizado de acordo com informações enviadas por seus usuários. Uma página dinâmica é uma página que é gerada na hora a partir de modêlos existentes sem, contudo, existir fisicamente no disco do servidor.

O CGI possibilitou ao servidor WEB produzir um conteúdo que pode ser entendido por um Browser a partir de um conteúdo não acessível, como por exemplo um Banco de Dados. Dessa maneira, o CGI age como uma ponte entre dois produtos, permitindo ao usuário ter acesso à informações que antes só poderiam ser lidas por um sistema desenvolvido especificamente para este propósito, transformando o Browser WEB em um perfeito "Cliente Universal".

Um aplicativo CGI é um programa que é executado pelo servidor WEB, em resposta a uma solicitação do navegador, e que escreve uma página HTML como resultado. Esta página é então enviada de volta ao navegador.

A seguir os passos detalhados de um processo de CGI:

01 - O navegador pede ao servidor WEB para executar determinado aplicativo CGI, ou seja, gera uma requisição.

02 - O servidor WEB inicia um novo processo para rodar o aplicativo CGI

03 - O CGI é executado e recebe parâmetros, que podem estar localizados em propriedades diferentes, dependendo do tipo de requisição ( GET ou POST ). Neste ponto poderemos acessar banco de dados, fazendo consultas ou mesmo alterações.

04 - Após efetuar suas tarefas, o CGI deve escrever em stdout, que será enviado ao navegador.

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ISAPI ( Internet Server API )/ NSAPI ( Netscape Server API )

Com a chegada do servidores WEB ao mundo Windows, alguns fabricantes, como Netscape e Microsoft, resolveram criar API's proprietárias de acesso ao serviço WEB, se utilizando de recursos existentes no Windows para contornarem o principal problema do CGI, que é justamente a natureza de todo programa executável. Um EXE tem que ser carregado na memória, executado em seu próprio espaço de endereçamento e, finalmente encerrado e retirado da memória, isto tudo para cada requisição cliente.

Através destas API's o servidor WEB pôde, então, tirar proveito do mecanismo de DLL's do Windows para carregar o ISAPI ou o NSAPI apenas uma vez, no seu próprio espaço de endereçamento. Dessa maneira cada requisição passou a gerar apenas uma nova "thread" ao invés de um processo inteiro.

As vantagens desta abordagem sobre o CGI é que os aplicativos se tornam mais rápidos, principalmente no seu tempo de carga, porém passam a depender de um único tipo de servidor WEB - Isso antes do Delphi 3, pois agora o mesmo aplicativo pode, facilmente, se transformar de CGI para ISAPI/NSAPI e vice-versa.

Existe um problema com os aplicativos ISAPI ou NSAPI. Como eles rodam no mesmo espaço de endereçamento do servidor WEB, os mesmos só poderão ser substituídos ou apagados quando o serviço www, ou até mesmo o servidor, estiver fora do ar. Desligar e ligar um servidor WEB não é nada difícil, más se for de produção pode ocasionar problemas.

O Microsoft Personal Web Server 4 não é recomendável para desenvolvimento, pois uma vez no ar, só poderá ser retirado após a inicialização da máquina. Se possuir o Windows 95 poderá instalar o Personal Web Server 1.0a, que é perfeito para desenvolvimento. O Windows 95 OSR2 já o possui, e em português.

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Borland Delphi 3 Client/Server

Com o Delphi 3 Client/Server podemos desenvolver quaisquer destes aplicativos para WEB, sem termos que nos preocupar com os detalhes inerentes a cada uma destas API's. Seu esquema é bem simples e poderoso, graças à sua "Orientação à Objetos". Um aplicativo WEB é na realidade um objeto descendente da classe TWEBApplication, que para cada chamada irá criar dois novos objetos descendentes de TWEBRequest e TWEBResponse, para tratar respectivamente das requisições e das respostas. Dessa forma ficamos completamente afastados de toda a complexidade que é a programação a nível de API de um servidor WEB, como tinha que ser feito com o Delphi 2.

Para aplicativos ISAPI ou NSAPI, que são DLL's, teremos que efetuar alterações no fonte do projeto gerado pelo Delphi. Teremos que incluir, nas primeiras linhas após o begin o seguinte:

IsMultiThread := True;

Application.CacheConnections := False;

Nosso projeto então deverá ter, aproximadamente, esta codificação:

begin

 // Duas linhas incluídas

 IsMultiThread := True;

 Application.CacheConnections := False;

 //

 Application.Initialize;

 Application.CreateForm(TWebModule1, WebModule1);

 Application.Run;

end.

Tipos de Aplicativos WEB

Nós podemos criar quatro tipos de aplicativos para WEB, chamados de "WEB Server Extensions", cada tipo usa um descendente específico de TWEBApplication, TWEBRequest e TWEBResponse.

Tabela de Tipos de Objetos Aplication, Request e Response por Tipo de Aplicativo:

Tipo de Aplicativo WEB Objeto Application Objeto Request Objeto Response

Microsoft Server DLL ( ISAPI ) TISAPIApplication TISAPIRequest TISAPIResponse

Netscape Server DLL ( NSAPI ) TISAPIApplication TISAPIRequest TISAPIResponse

Console CGI Application TCGIApplication TCGIRequest TCGIResponse

Windows CGI Application ( Win-CGI ) TISAPIApplication TWinCGIRequest TWinCGIResponse

Todos os tipo de aplicativos WEB são criados da mesma maneira, selecionando na IDE do Delphi:

File -> New -> Web Server Application

A partir deste ponto escolhemos o tipo, de aplicativo WEB, que melhor se ajusta ao Servidor WEB no qual será implementado. O Delphi criará um novo projeto com um TWEBModule vazio. Este TWEBModule é um descendente direto de um TDataModule comum, e deve ser usado da mesma maneira, ou seja, podemos colocar nele componentes, principalmente os de Banco de Dados, sendo que a principal diferença é que ele age como um "Dispatcher", tratando as requisições dos clientes através de Action Items, que são os verdadeiros responsáveis pelo preenchimento e envio das respostas.

Como é comum a conversão de um sistema já em funcionamento em um aplicativo WEB, o Delphi 3 nos oferece um outro componente chamado TWEBDispatcher. Com ele nós podemos adicionar toda a funcionalidade de um TWEBModule à um TDataModule existente. Isso é feito da seguinte maneira: Após gerarmos um novo aplicativo WEB, retiramos do projeto o TWEBModule gerado e adicionamos nosso TDataModule, depois solta-se sobre ele um TWEBDispatcher e pronto, metade do trabalho foi poupado.

Action Items

Existe uma propriedade no TWEBModule chamada Actions, que uma vez acionada invoca o Action Editor, conforme podemos ver na figura abaixo:

A partir daí podemos adicionar quantos Action Items quisermos, dependendo claro, de quantos tipos de requisições desejamos tratar. Isto funciona da seguinte maneira: Quando o servidor WEB recebe uma requisição do tipo:

http://www.server.com/scripts/myappl.dll/counter ISAPI ou NSAPI DLL

http://www.server.com/scripts/myappl.exe/counter Executável CGI  

ele executa o programa myappl, seja uma DLL ou um EXE. É neste ponto onde se dá a verdadeira diferença entre o ISAPI e o CGI, ou seja, no modo como o servidor WEB "executa" cada um deles. No caso da DLL, ela será carregada apenas na primeira chamada, permanecendo na memória como uma extensão do servidor até ocorrer um "shutdown" do serviço WEB. Nosso TWEBModule é um só, enquanto que os Action Items são criados a cada requisição, como uma nova thread. Por este motivo o evento do TWEBModule chamado OnCreate não será executado para toda requisição, más no EXE sim, este seria então o local ideal para uma conexão com um Banco de Dados Cliente/Servidor. Já o evento BeforeDispatch irá ocorrer para todas as requisições, independente do tipo de aplicativo WEB, sendo o local ideal para a abertura das tabelas ou uma configuração de alguma característica que deva ser reinicializada a cada execução.

Tabela de Ocorrências dos Eventos de TWEBModule:

Tipo de Aplicativo WEB OnCreate BeforeDispatch AfterDispatch OnDestroy

CGI  Toda Requisição Toda Requisição Toda Requisição Toda Requisição

ISAPI / NSAPI  Só na Primeira Toda Requisição Toda Requisição Desliga serviço WEB

A partir deste momento o TWEBModule procura na sua lista de Action Items por um que atenda às especificações da requisição. Isto é feito através da comparação das propriedades PathInfo e MethodType de cada Action Item com as propriedades de mesmo nome no objeto TWEBRequest ( representa as informações da requisição ).

O PathInfo no nosso exemplo de requisição anterior é o "/counter", ou seja, é a parte logo em seguida ao nome do aplicativo. Quanto ao MethodType, é a forma como o seu FORM HTML envia os dados, sendo que os mais comuns são GET e POST.

Obs.: Seria altamente aconselhável um breve conhecimento de HTML, sobretudo a parte de FORMs

Quando é encontrado um Action Item que atenda às condições, é disparado um evento deste Action Item chamado OnAction. Dentro deste evento é que ocorre todo o trabalho de um aplicativo WEB, agora é que vamos entrar no modo de programação mesmo.

Anatomia do Evento OnAction:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

end;

Parâmetros:

Sender: Representa o TWEBModule.

Request: Informações sobre a requisição HTTP cliente.

Response: Deve ser preenchida com a resposta a ser enviada de volta ao Browser do usuário.

Handled: Se o evento encerrou a resposta deve ser True, se outros Action Items forem completar a resposta

 deve ser False. Se nada for informado age como True.

Um Action Item pode tratar sozinho de uma requisição ou apenas fazer uma parte do trabalho, deixando que outros a completem. Se o parâmetro Handled for setado como False o TWEBModule irá procurar por um outro Action Item que atenda às especificações e, se nenhum for encontrado, será acionado o Action Item Default. Se nenhum for executado nada será retornado ao Browser. Um Action Item é posto como Default colocando True em sua propriedade Default. Apenas um pode ser o Action Item Default, sendo que o valor de seu parâmetro Handled deve sempre ser setado como True ou então ignorado ( trata como True ), más nunca False.Após os Action Items terem sido executados e a resposta enviada ao servidor WEB, será executado o AfterDispatch do TWEBModule.

Uma observação muito importante sobre ISAPI e NSAPI apenas: Como o TWEBModule permanece na memória e é único a todas as threads geradas ( Action Items ), devemos tomar muito cuidado com variáveis e propriedades criadas no TWEBModule, pois as mesmas serão também únicas, ou seja, se tivermos uma propriedade no nosso TWEBModule e ela tiver seu valor alterado por uma requisição, as próximas irão exergá-la com este novo valor. Quando precisarmos gravar valores nestas propriedades e/ou variáveis de dentro de um Action Item, devemos fazer uso de uma Critical Section para garantir que uma outra thread espere até a atual ter terminado o trabalho. Devemos usar este recurso também quando quisermos acessar arquivos texto ( File-IO ) em nosso disco, como veremos no exemplo de contador de páginas.

Revisando até aquí:

Um aplicativo WEB é basicamente um WEBModule com um Action Item para cada tipo de requisição que tratamos, dessa maneira se tivermos 4 requisições diferentes usaremos 4 Action Items. Veja a tabela abaixo:

Action do FORM HTML Method do FORM HTML Action Item que será disparado

/scripts/myappl.dll GET ou POST  O Default

/scripts/myappl.dll/consulta GET Um que possua o PathInfo como /consulta e o MethodType como mtGet ou mtAny, ou então o Default

/scripts/myappl.dll/incluir POST Um que possua o PathInfo como /incluir e o MethodType como mtPost ou mtAny, ou então o Default

/scripts/myappl.dll/teste POST Um que possua o PathInfo como /teste e o MethodType como mtPost ou mtAny, ou então o Default

Cada Action Item possui um evento OnAction, que será executado quando chegar a requisição, recebendo dois objetos representando os dados do pedido e da resposta: TWEBRequest e TWEBResponse.

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TWEBRequest

Quando uma requisição HTTP chega ao TWEBModule, os parâmetros referentes a esta requisição são convertidos em propriedades de um descendente de TWEBRequest ( dependendo do tipo de aplicativo ). Aquí estão algumas de suas propriedades mais importantes.

Propriedades Significado

Authorization Contém a informação de autenticação do cliente, se ele foi autenticado.

ContentFields TStrings contendo os nomes e valores dos campos do FORM HTML passados via POST.

CookieFields TStrings contendo os nomes e valores de cookies vindos do cliente.

From Contém o e-mail do cliente ( Comigo não funciona ).

MethodType Contém o Method do FORM HTML.

PathInfo Contém o PathInfo da requisição.

QueryFields TStrings contendo os nomes e valores dos campos do FORM HTML passados via GET.

RemoteAddr Contém o IP do cliente.

UserAgent Contém informações sobre o Browser cliente.

Se quiser obter mais detalhes ou até mesmo ver as outras propriedades, dê uma olhada no Help do Delphi 3.

TWEBResponse

Da mesma forma que uma requisição gera um objeto TWEBRequest, é criado também um objeto TWEBResponse, o qual deve ser preenchido e retornado ao Browser cliente. Vamos ver algumas propriedades e métodos mais importantes.

Propriedades Significado

Content O próprio conteúdo da resposta, podendo ser comandos HTML, arquivo HTML ou texto.

ContentStream Quando a resposta precisa ser escrita diretamente de um Stram

ContentType Usado para indicar o tipo de conteúdo ( MIME-Type ). O padrão é 'text/html'

WWWAuthenticate Usado para autenticação de usuários.

Métodos Significado

SendRedirect Usado para redirecionar o cliente para uma outra página.

SendStream Envia conteúdo de um Stream.

SetCookieField Usado para adicionar Cookies à resposta.

Todas estas propriedades e métodos serão usados nos exemplos que vamos ver a partir de agora.

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Exemplo 01 - Vl_Request

Um ISAPI simples, com apenas um Action Item, o Default, retornando as propriedades do TWEBRequest.

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

Var

 slValores: TStringList;

begin

 slValores := TStringList.Create;

 Try

   slValores.Add('');

   slValores.Add('');

   slValores.Add('Valores da sua Requisição:');

   slValores.Add('Authorization = '+ Request.Authorization +'' );

   ...

   ...

   slValores.Add('Date = '+ FormatDateTime('dd/mm/yyyy - hh:nn',

                  Request.Date ) +'' );

   slValores.Add('');

   //

   Response.Content := slValores.Text;

   // Ok - o WebModule vai enviar a resposta

 Finally

   slValores.Free;

 End;

end;

No OnAction nós criamos um TStringList e incluímos nele os comandos HTML, depois atribuímos a propriedade Text dele à propriedade Content do TWEBResponse. Pronto, a página foi enviada de volta ao cliente.

Para executá-lo basta digitar seu nome completo no campo de endereço do navegador.Assim:

Download dos fontes de vl_request

Nós vimos neste exemplo o uso da propriedade Content, do TWEBResponse, para o retorno de uma página HTML, más podemos usar também o SendRedirect para redirecionar uma requisição para uma outra página, ou SendStream para enviar o conteúdo de um Stream, estes, aliás, serão usados nos próximos 2 exemplos.

Exemplo 02 - WebCounter

Neste exemplo veremos como construir um contador de página HTML, usaremos o SendStream para retornar uma imagem no formato JPEG. Este é bem simples, más pode ser alterado para se obter uma versão mais configuirável. Veja abaixo o OnAction de nosso único Action Item.

procedure TWMCounter.WMCounterAICounterAction(Sender: TObject;

Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

Var

 sCount: String;

 imCount: TJPEGImage;

 stCount: TMemoryStream;

 sFile: String;

begin

 // Request.PathTranslated retorna o path físico do ROOT

 // no meu caso: c:\webshare\wwwroot

 sFile := Request.PathTranslated + '\fbn\scripts\fcount.cnt';

 // Entra na Sessão Crítica - Acesso a recursos por várias threads

 // Isso garante que só uma thread executará esta função por vez

 EnterCriticalSection( csFileIO );

 Try

   // Incrementa contador e retorna novo número

   sCount  := IncCounter( sFile );

 Finally

   LeaveCriticalSection( csFileIO );

 End;

 // Gera a Imagem do Contador

 imCount := BuildImage( sCount );

 Try

   // Uso de um MemoryStream

   stCount := TMemoryStream.Create;

   Try

     imCount.SavetoStream( stCount );

     stCount.Position := 0;

     Response.ContentType   := 'image/jpeg';

     Response.ContentLength := stCount.Size;

     Response.SendResponse;

     Response.SendStream( stCount );

   Finally

     stCount.Free;

   End;

 Finally

   imCount.Free;

 End;

end;

Criamos 2 funções, uma para incrementar o contador, que está em um arquivo texto, e outra para transformar o texto com o contador em uma imagem JPEG. Criamos então um TMemoryStream para carregar a imagem nele e o enviamos ao browser do cliente.

Download dos fontes de WebCounter

Este exemplo, funcionando, pode ser visto no final desta página e para executá-lo basta criar um tag de imagem, no HTML, apontando para a DLL.

Esta página foi acessada webcounter.dll

vezes.</p>

Para transformarmos este exemplo em CGI, no caso de termos que usar um outro servidor WEB não compatível com os da Microsoft, devemos iniciar um novo projeto de aplicativo WEB, escolher o tipo CGI, retirar as Units criadas, e adicionar a Unit deste exemplo. Retirar também todas as linhas de CriticalSection. Esta conversão já foi feita e pode ser obtida aquí.

Download dos fontes de WebCounter ( Versão CGI )

Da maneira que o WebCounter se encontra, só poderemos usá-lo em uma única página. Como poderemos então colocar nosso contador em várias páginas de nosso site ? - Simples, a única mudança necessária seria em passarmos o nome do arquivo como parâmetro para o aplicativo. Veja como ficaria nosso HTML.

Esta página foi acessada webcounter.dll?fn=cont1.cnt

vezes.</p>

Note que após o nome do aplicativo nós colocamos o ?fn=cont1.cnt, que seria a passagem de um parâmetro chamado fn com o valor de cont1.cnt no método GET. Este parâmetro estaria disponível ao aplicativo WEB na propriedade QueryFields do TWEBRequest, Veja o trecho de código modificado:

...

begin

 sFile := Request.PathTranslated + '\fbn\scripts\' + ;

                  Request.QueryFields.Values[ 'fn' ];  // Passa Nome do Arquivo

 ...

 imCount := BuildImage( sCount );

 ...

Não esquecer de alterar o código em '\fbn\scripts\' para apontar para seu diretório de scripts no servidor WEB.

Exemplo 03 - HitCounter

O SendRedirect pode ser usado da seguinte maneira:

Quando possuímos um link em nossa página para uma outra de um dos nossos patrocinadores, e desejamos saber quantas pessoas chegaram até lá via nosso link.. Por exemplo, suponha, que tenhamos um link para a página da Borland e que necessitamos saber quantos acessos foram feitos à Borland através de nossa página.

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

 IncCounter( Request.PathTranslated );

 Response.SendRedirect( 'http://www.borland.com' );

end;

Isto é mais simples do que se pode imaginar. Só precisamos criar um procedure para incrementar o contador de acessos e, através do SendRedirect, enviamos o usuário para o site da Borland

Download dos fontes de HitCounter

Para executá-lo basta colocar um Link em sua página dessa maneira:

<p align="center">Borland WebSite</p>

Nexte exemplo não coloquei uma Critical Section, se desejar usar este aplicativo, deve providenciar isto. Veja exemplo anterior

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Geradores de Conteúdo

Ficar gerando página HTML através de uma TStringList não é nada agradável, más não se preocupe, o Delphi 3 possui alguns objetos que nos ajudam na tarefa de produzir uma resposta em forma de página HTML. Estes objetos derivam de TCustomContentProducer e, como eles, nós podemos escrever nossos próprios geradores de conteúdo derivados.

Os 3 geradores de conteúdo disponíveis são: TPageProducer, TDataSetTableProducer e TQueryTableProducer. O primeiro gera HTML através de alterações em Documentos HTML que serverm como Templates. Os outros 2 produzem comandos HTML baseados em informações de um Banco de Dados.

TPageProducer

Este componente é muito utilizado na geração de páginas HTML baseadas em uma outra página HTML padrão, este template pode existir no disco, como um arquivo, ou na memória apenas. Por exemplo, podemos possuir uma página de resposta padrão a uma transação efetuada pelo usuário, más gostaríamos de personalizá-la colocando o nome do mesmo.

Isto pode ser feito graças a Tags que são colocadas nesta página HTML padrão, e que serão substituídas por informações reais em nosso aplicativo WEB. Um Tag possui o seguinte formato:

<#TagName Param1=Value1 Param2=Value2 ...>

Os sinais de > e < tornam os Tags transparentes ao navegadores, no caso da Tag não ser tratada pelo TPageProducer. O sinal # informa ao TPageProducer que esta construção é uma Tag, e que deve ser substituída por outro valor. Uma Tag pode opcionalmente possuir parâmetros, sendo que eles devem ser no formato Nome=Valor, com nenhum espaço entre o nome, o sinal de = e o valor. Cada parâmetro deve ser separado dos demais por um espaço em branco.

O Delphi 3 nos oferece um número de Tags predefinidas, que estão associadas com valores do tipo TTag. São elas:

Nome da Tag Valor de TTag No que ela deve ser convertida

Um Nome qualquer tgCustom A seu critério

Link tgLink Em um Link A../A

Image tgImage Em uma Tag HTML de Imagem IMG SRC=...

Table tgTable Em uma tabela HTML TABLE.../TABLE"

ImageMap tgImageMap Em um mapa de imagens MAP.../MAP"

Object tgObject Em um Controle ActiveX OBJECT.../OBJECT

Embed tgEmbed Em um NetScape Add-In DLL EMBED.../EMBED

Vale ressaltar que o Delphi não oferece nenhum processamento especial para estas Tags predefinidas, elas servem apenas para nos ajudar no processo de conversão. Dessa maneira cabe a nós transformar um Tag do tipo tgLink em uma sequência do tipo 'href="www.borland.com">Borland WebSite</A>'.

O TPageProducer possui duas propriedades, chamadas HTMLFile e HTMLDoc, pelas quais podemos especificar qual será nossa página HTML padrão. HTMLFile é usada para armazenar o nome de um arquivo em disco, enquanto que HTMLDoc armazena um TStrings representando o Template, ou seja, se nossa página HTML padrão for uma página que está no disco, devemos colocar seu nome na propriedade HTMLFile, se não, podemos criá-la em memória e armazená-la na propriedade HTMLDoc, que é um TStrings. Nós podemos também armazenar nossas páginas padrões em campos MEMO de um banco de dados e usar o método ContentFromStream para obter este HTML diretamente do campo.

Quando especificamos que a propriedade Content do objeto TWEBResponse é igual ao Content, ou um correspondente, de TPageProducer, a página HTML padrão é avaliada e, para cada Tag HTML encontrado será disparado o evento OnHTMLTag de TPageProducer.

Anatomia do Evento OnHTMLTag:

procedure TWebModule1.PageProducer1HTMLTag(Sender: TObject; Tag: TTag;

  const TagString: String; TagParams: TStrings; var ReplaceText: String);

begin

end;

Parâmetros:

Sender: Representa o TPageProducer

Tag: O Tipo da Tag ( tgCustom, tgLink, ... ).

TagString: O Nome da Tag.

TagParams: Descendente de TStrings com cada um de seus itens representando um parâmetro da Tag HTML.

ReplaceText: Deve ser preenchida com o Valor que substituirá o Tag HTML.

Exemplo 04 - Pg_Mensagem

Neste exemplo nós vamos fazer uso de um FORM HTML, onde iremos receber a entrada de dados do Usuário e submetê-las ao nosso aplicativo WEB para que ele possa gerar uma página de agradecimento personalizada. Vale ressaltar que nossa linha de definição do FORM HTML é a seguinte:

Quando o botão Enviar ( que é do tipo Submit ) for pressionado, os dados do FORM serão enviados, via método POST para o aplicativo representado pela propriedade Action, no nosso caso para pg_mensagem.dll.

Código do FORM HTML:

<body bgcolor="#FFFFFF">

<h1 align="center">FBN - Pg_Mensagem</h1>

<h3 align="center">Formulário de entrada de dados</h3>

<hr>

<form action="/scripts/pg_mensagem.dll" method="POST" name="FrmMensagem">

<pre>Seu Nome: <input type="text" size="29" name="txt_nome"></pre>

<pre>Seu e-mail: <input type="text" size="29" name="txt_email"></pre>

<pre>Sua Mensagem: <input type="text" size="51" name="txt_mensagem"></pre>

</p>

<input type="submit" name="Enviar" value="Enviar">

  <input type="reset" name="Reset" value="Limpar"></p>

</form>

<hr></body>

Podemos perceber que o nome do FORM HTML é FrmMensagem, seu método é POST e sua ação se dará em nosso aplicativo pg_mensagem.dll. Quando pressionarmos o controle do tipo Submit, cujo nome é "Enviar", todos os campos do formulário serão enviados ao nosso aplicativo, e como estamos usando POST, o acessaremos através da propriedade de TWEBRequest chamada ContentFields. É bom lembrar que os campos serão identificados através de suas propriedades name, que são sensíveis à maiúsculas e minúsculas, portanto se quisermos obter o conteúdo do campo que identifica o nome, temos que codificar o seguinte: Request.ContentFields.Values[ 'txt_nome' ].

Evento OnAction:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

         Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

 // Informa que mod_mensagem.htm será o Template

 PageProducer1.HTMLFile := 'mod_mensagem.htm';

 // Poderíamos gravar estes dados em Tabelas de BD

 Response.Content := PageProducer1.Content;

end;

Este evento nada mais faz do que associar o Template ( mod_mensagem.htm ) à propriedade HTMLFile de TPageProducer, e informar que o Content de TWEBResponse deve ser preenchido com o resultado do método Content de TPageProducer. Quando fazemos isso, o Template será varrido atrás de Tags HTML, e para cada uma delas será executado o evento OnHTMLTag de TPageProducer. Nós colocamos, em mod_mensagem.htm 3 Tags: nome, email e mensagem, sendo que esta última possui parâmetros.

Código de mod_mensagem.htm:

<body>

<h1 align="center">FBN - Exemplo 05</h1>

<hr>

Obrigado <#nome>, pela sua participação</p>

Seu e-mail: <#email></p>

Sua Mensagem ( tipo 1 ): <#mensagem cor="1"></p>

Sua Mensagem ( tipo 2 ): <#mensagem cor="2"></p>

<hr>

Evento OnHTMLTag:

// Este evento será executado para cada Tag encontrada

procedure TWebModule1.PageProducer1HTMLTag(Sender: TObject; Tag: TTag;

         const TagString: String; TagParams: TStrings; var ReplaceText: String);

Var

 rParam: TWEBRequest;

begin

 rParam := PageProducer1.Dispatcher.Request;

 If CompareStr( TagString, 'nome' ) = 0 Then

   ReplaceText := rParam.ContentFields.Values[ 'txt_nome' ];

 If CompareStr( TagString, 'email' ) = 0 Then

   ReplaceText := rParam.ContentFields.Values[ 'txt_email' ];

 If CompareStr( TagString, 'mensagem' ) = 0 Then

   If TagParams.Values[ 'cor' ] = '1' Then

     ReplaceText := '' +

                    rParam.ContentFields.Values[ 'txt_mensagem' ] +

                    ''

   Else

     ReplaceText := '' +

                    rParam.ContentFields.Values[ 'txt_mensagem' ] +

                    ''

end;

Podemos observar que quando este evento for excecutado para a Tag nome, por exemplo, o valor de ReplaceText será obtido do conteúdo do campo txt_nome do Form HTML que chamou este aplicativo WEB. Como o Método foi POST, nós podemos usar o ContentFields de TWEBRequest para obter este valor.

Download dos fontes de Pg_Mensagem

Este exemplo requer um pouco mais de trabalho para ser executado, já que ele é composto de 2 páginas HTML e um aplicativo ISAPI. Devemos copiar os HTM's para o diretório raiz do seu WEBServer, e a DLL para a pasta de scripts do mesmo. Se estiver usando o Microsoft Personal WebServer: WebShare\wwwroot e WebShare\scripts. Se for o Microsoft IIS: InetPub\wwwroot e InetPub\scripts. Então, pelo Browser, chame o arquivo pg_mensagem.htm e seguir adiante.

Antes de entrarmos no assunto de TDataSetTableProducer e TQueryTableProducer, faz-se necessário algumas colocações sobre o uso de componentes de banco de dados em aplicativos ISAPI e NSAPI, devido à sua natureza Multi-thread. Devemos usar sempre um objeto TSession configurado com sua propriedade AutoSessionName setada para True, isso para que cada thread tenha sua própria sessão com o BD, sem interferir com uma outra thread. Qualquer TTable ou TQuery deve estar com Active setada para False, e devem ser abertas quando precisar ou no evento BeforeDispatch do TWEBModule.

TDataSetTableProducer / TQueryTableProducer

Estes dois componentes são usados para gerar Tabelas HTML a partir de uma TTable e TQuery respectivamente. Eles são idênticos, diferindo apenas que o TQueryTableProducer usará o conteúdo de QueryFields ou ContentFields, de acordo com o Methodtype ( GET ou POST ), de TWEBRequest para preencher os parâmetros de uma TQuery. As propriedades Header e Footer permitem adicionar outros comandos HTML à página gerada. Clicando-se na propriedade Columns nós poderemos ver o Editor da Tabela HTML.

Através deste editor poderemos personalizar nossa tabela. Existem várias propriedades que nos permitem aprimorar bastante a aparência, trocando cores do cabeçalho, de uma coluna ou mesmo da tabela inteira.

A manipulação destes componentes é bastante intuitiva, qualquer pessoa que já tenha configurado um TDBGrid vai se sentir à vontade, lembrando-se sempre que o HTML é bastante limitado.

Exemplo 05 - Vendas_Empregado

Este exemplo é um pouco mais elaborado que os anteriores, visto que usaremos dois Action Items. O Default vai nos mostrar uma tabela, gerada via um TDataSetTableProducer, dos empregados ( tabela EMPLOYEE.DB do DBDEMOS ). Note o uso de uma função chamada MakeRef, ela será chamada de dentro do evento OnGetText, do campo EmpNO, para colocar o mesmo como um Link para nosso próprio aplicativo, só que desta vez estaremos definindo como PathInfo o valor /vendas e passando, via GET, o valor do próprio campo EmpNO. Então quando clicarmos em um destes links, nosso segundo Action Item entrará em ação para nos mostrar, via TQueryTableProducer, todas as vendas efetuadas por aquele determinado vendedor.

Veja nosso Action Item Default:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

         Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

 tbEmpregados.Open;

 Response.Content := DataSetTableProducer1.Content;

 tbEmpregados.Close;

end;

A primeira coisa a fazer é abrir a tabela de empregados, depois associamos o retorno do método Content de TDataSetTableProducer à propriedade Content de nossa Resposta e, após ela ser gerada, fechamos a tabela. Veja o evento OnGetText do campo EmpNO da tabela tbEmpregados, a função MakeRef está no exemplo.

procedure TWebModule1.tbEmpregadosEmpNoGetText(Sender: TField;

         var Text: String; DisplayText: Boolean);

begin

 Text := MakeRef( Trim( Sender.AsString ) );

end;

O que esta função faz é uma coisa bem simples. Um link é composto do seguinte: texto. Como exemplo, quando o valor de EmpNO fosse 114 queríamos que o link apontasse para o seguinte:

114 . Note que após o nome da DLL está a informação de PathInfo /vendas, e após ela o nosso parâmetro empno com valor 114, sendo que o texto que aparece vem após o ">, ou seja, 114.

No nosso aplicativo, o segundo Action Item possui em sua propriedade PathInfo o valor /vendas, dessa forma quando clicarmos no link da tabela anterior, será este o evento a ser executado:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem2Action(Sender: TObject;

         Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

 qrVendas.Open;

 Response.Content := QueryTableProducer1.Content;

 // Não deixa passar pelo ActiomItem Default

 Handled := True;

 qrVendas.Close;

end;

Ele faz basicamente a mesma coisa que o Action Item anterior, só que usamos Query. É bom observar que, em momento algum, atribuímos valor ao qrVendas.ParamByName( 'empno'). Como já foi dito, isto será feito automaticamente pelo conteúdo do campo QueryFields ou ContentFields, cujos nomes correspodam ao nomes dos parâmetros da Query, e nós vimos no exemplo acima que existe o parâmetro empno=114, passado via GET ( estará então em QueryFields ). Más se quiser, isto pode ser feito na mão mesmo, como estamos acostumados.

Download dos fontes de Vendas_Empregado

Ele pode ser executado da mesma forma que o exemplo vl_request, ou seja, diretamente da linha de endereço do seu browser: /scripts/vendas_empregado.dll

Cookies

Cookies são pequenos arquivos texto que são enviados por um servidor WEB para nosso Navegador, e salvos em nossos discos. Eles não podem ser executados e nem conter vírus, podem apenas ser lidos pelo mesmo servidor, somente, que os colocou lá. São usados, geralmente, para guardar informações a respeito do usuário, de suas preferências ou mesmo informações pessoais que nos identificam quando voltamos naquele site. Várias empresas se utilizam deste recurso. Um bom exemplo pode ser visto no site da Amazon ( livraria virtual em www.amazon.com ). Quando compramos algum livro lá, damos informações pessoais como nome, endereço, telefone, etc. Estas informações são armazenadas em nosso sistema, e quando voltamos, eles sabem quem somos, ou seja, não teremos mais que informar os dados novamente. Além disso, nossa cesta de compras é armazenada via Cookies, dessa forma, não importa em que página daquele site estejamos, poderemos navegar direto até a página da compra e efetuá-la.

Tudo isto porquê quando uma requisição é atendida, pelo servidor WEB, e uma resposta nos é enviada, nem o servidor nem o Browser cliente se lembram do que ocorreu, e este é o maior desafio na programação de aplicativos WEB, ou seja, a separação das sessões. Cada requisição é tratada como se fosse um novo usuário, e não adianta identificar o usuário pelo seu número IP, pois algumas empresas usam Proxy, e nesse caso dezenas de usuários irão possuir o mesmo IP.

Um Cookie nada mais é do que valor texto no formato CookieName=CookieValue, e não deve incluir aspas, vírgulas ou espaçoes em branco.

Para aprender mais sobre Cookies veja os Links em Leituras Complementares

Existe um método, do TWEBResponse, chamado SetCookieField que serve para enviar um Cookie junto com nosa resposta.

Anatomia do Evento SetCookieField:

procedure SetCookieField(Values: TStrings; const ADomain, APath: string;

         AExpires: TDateTime; ASecure: Boolean);

begin

end;

Parâmetros:

Values: Um TStrings ( normalmente usaremos TStringList ) onde cada item representa um Cookie, no

formato Nome=Valor.

ADomain: Domínio ao qual o Cookie pertence.

APath: PATH deste domínio ao qual o Cookie pertence.

AExpires: Determina por quanto tempo este Cookie deve permanecer válido.

ASecure: Se um Cookie deve ou não ser passado apenas por uma conexão segura ( HTPPS )

ADomain e APath são usados em conjunto para identificar o servidor e o Path à qual o Cookie pertence, ou seja, somente quando o usuário visitar este domínio e este path, é que o cookie poderá ser lido pelo servidor WEB.

Se, por exemplo, enviarmos um Cookie com 'grupoalianca.com.br' em ADomain e '/' em APath, então, o Navegador do cliente somente permitirá a leitura do Cookie por uma página ou aplicativo pertencente à este domínio. Já se passarmos o valor '/fbn' em APath, apenas as páginas ou aplicativos dentro deste Path poderão ler o Cookie.

O AExpires é usado para podermos colocar uma data na qual o Cookie deixará de existir. Se passarmo Now+2 em AExpires nosso Cookie só poderá ser lido nos próximos 2 dias. Se enviarmos uma data passada, o nosso Cookie será apagado.

Para fazer um Cookie durar apenas enquanto o navegador do usuário estiver aberto, basta passar em AExpires o valor 0 ( Zero ) ou, no caso do Microsoft IE, -1. Use o TWEBRequest.UserAgent para saber qual o Navegador do cliente.

Os Cookies são lidos, por nossos aplicativos, através da propriedade CookieFields de TWEBRequest. Dessa maneira, para lermos o conteúdo de um Cookie chamado usuario, usaremos a seguinte sintaxe:

Request.CookieFields.Values[ 'usuario' ].

Devido a problemas com Cookies no Microsoft Internet Explorer, nós devemos colocar no evento OnCreate do nosso TWEBModule a seguinte codificação, para garantir que nosso Cookie funcione independente do Navegador

procedure TWebModule1.WebModule1Create(Sender: TObject);

begin

 //

 ShortDayNames[01] := 'Sun';

 ShortDayNames[02] := 'Mon';

 ShortDayNames[03] := 'Tue';

 ShortDayNames[04] := 'Wed';

 ShortDayNames[05] := 'Thu';

 ShortDayNames[06] := 'Fri';

 ShortDayNames[07] := 'Sat';

 //

 ShortMonthNames[01] := 'Jan';

 ShortMonthNames[02] := 'Feb';

 ShortMonthNames[03] := 'Mar';

 ShortMonthNames[04] := 'Apr';

 ShortMonthNames[05] := 'May';

 ShortMonthNames[06] := 'Jun';

 ShortMonthNames[07] := 'Jul';

 ShortMonthNames[08] := 'Aug';

 ShortMonthNames[09] := 'Sep';

 ShortMonthNames[10] := 'Oct';

 ShortMonthNames[11] := 'Nov';

 ShortMonthNames[12] := 'Dec';

//

end;

Devemos alterar os nomes dos dias e dos meses para qualquer aplicativo WEB que formos desenvolver, e no qual seja necessário a manipulação de Cookies. Isto é necessário devido a problemas do Delphi.

Exemplo 06 - Gera_Cookie:

Este é um exemplo bastante simples, temos uma página HTML chamada Gera_Cookie.htm que possui um Form com um campo chamado txt_nome e um botão do tipo Submit, que quando pressionado chamará nosso aplicativo WEB. Este aplicativo possui um só Action Item, cujo evento OnAction é:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

         Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

Var

 slCookies: TStringList;

 sNome: String;

begin

 sNome := Request.ContentFields.Values[ 'txt_nome' ];

 slCookies := TStringList.Create;

 Try

   slCookies.Add( 'c_nome=' + sNome );

   slCookies.Add( 'c_data=' + DateTimeToStr( Now ) );

   Response.SetCookieField( slCookies,'','/',NOW+1,False );

   Response.Content := ''+ sNome + ', O Cookie foi salvo no seu HD'+ '';

 Finally

   slCookies.Free;

 End;

end;

A primeira coisa que fizemos foi criar uma variável ( sNome ) para armazenar o conteúdo do campo txt_nome do nosso Form HTML, passado via POST ele se encontra em ContentFields. Depois, criamos uma TStringList para armazenar nossos Cookies, e adicionamos a ela duas strings no formato nome=valor. Observe que não deve haver espaços em branco entre o nome e o valor.O que fizemos, na verdade, foi criar dois Cookies, um chamado c_nome e outro c_data. O Cookie c_nome irá armazenar o nome do usuário, informado no campo txt_nome do Form HTML, e o Cookie c_data terá o valor da data de hoje.

Usando SetCookieField nós enviamos os Cookies para o micro do usuário, e encerramos com uma resposta padrão. Note que os parâmetros ADomain e APath foram passados em branco, e cabe a você, se desejar, passar com suas informações de domínio e path.Quanto ao parâmetro AExpires, ele foi passado como NOW+1, o que significa que só vale por um dia.

Download dos fontes de gera_cookies

Exemplo 07 - Ler_Cookie:

Nós poderíamos ter criado, no exemplo anterior, um outro Action Item para ler os Cookies, más resolvemos criar um novo aplicativo só para isso, pois a intenção é mostrar que qualquer aplicativo WEB, dentro do nosso domínio, poderá ler estes Cookies. Este exemplo é bem mais simples. veja o evento OnAction do Action Item Default:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

Var

 sNome: String;

 sData: String;

begin

 sNome := Request.CookieFields.Values[ 'c_nome' ];

 sData := Request.CookieFields.Values[ 'c_data' ];

 //

 Response.Content := 'Olá ' + sNome + ', este '+

                     'Cookie foi gerado em: '+ sData +'';

end;

A única coisa que fazemos é obter os valores dos dois Cookies, enviados pelo exemplo anterior, e mostrá-los ao usuário. Se tentarmos executar este exemplo após a validade do Cookie ter expirado, não vai haver erro, somente os valores estarão em branco.

Download dos fontes de ler_cookie

Autenticação de Usuários:

Se nosso servidor WEB possuir a opção de Basic Authentication habilitada, poderemos tornar nosso aplicativo acessível somente por pessoas cadastradas em nosso sistema.

O Microsoft Personal Web Server versão 4, quando rodando em Windows 95, não permite esta configuração de segurança.

A maneira correta de fazermos a verificação se uma requisição possui, ou não, os direitos de execução do nosso aplicativo seria através do uso da propriedade Authorization de TWEBRequest. Se estiver em branco, o usuário não foi autenticado pelo servidor, seja Windows 95 ou Windows NT. Neste momento poderemos retornar um StatusCode com valor de 401 de volta ao Navegador do usuário, o que fará aparecer uma janela Pop-Up pedindo o nome e a senha ao usuário. Se os dados baterem com os de algum usuário cadastrado, Authorization estará preenchida. Para resumir, só executaremos nosso aplicativo se Request.Authorization for diferente de uma string vazia.

Exemplo 08 - Autenticado:

Neste exemplo possuímos um Action Item Default, com o seguinte OnAction:

procedure TWebModule1.WebModule1WebActionItem1Action(Sender: TObject;

         Request: TWebRequest; Response: TWebResponse; var Handled: Boolean);

begin

 If Request.Authorization = '' Then

   Begin

     Response.StatusCode := 401;

     Response.WWWAuthenticate := 'basic';

   End

 Else

   Response.Content := ' Usuário Autenticado ';

end;

Nós começamos verificando se a propriedade Authorization de TWEBRequest está vazia, em caso positivo, preenchemos 2 propriedades de TWEBResponse, chamadas StatusCode e WWWAuthenticate, com os valores 401 e 'basic' respectivamente. Isto informa ao servidor WEB que apenas usuários cadastrados poderão continuar, e como a autenticação é no formato 'basic', o navegador do usuário pedirá um nome e uma senha através de uma janela Pop-Up, e após preenchimento nosso aplicativo torna a ser executado. Se Authorization estiver preenchida, o usuário foi autorizado e poderá prosseguir.

Download dos fontes de Autenticado

Debug

Aplicativos ISAPI: Antes de mais nada deveremos parar ( ShutDown ) o nosso servidor WEB. Se estiver usando o Windows NT, tenha certeza que possui o seguinte direito: Act As Part Of Operating System.

No menu ( IDE do Delphi ) Project -> Options ->Directories/Conditionals na caixa de texto Output Directory escreva o Path para seu diretório de scripts do servidor WEB.

No Microsoft IIS:

  OutPut Directory = C:\Inetpub\Scripts

No Microsoft Personal Web Server ( qualquer versão ):

  OutPut Directory = C:\WebShare\Scripts.

No menu Run -> Parameters, em Host Application escreva o nome do executável, com Path, do seu servidor WEB, e em Run Parameters digite os parâmetros necessários para rodá-lo.

No Microsoft IIS:

  Host Application = C:\Winnt\System32\InetSrv\InetInfo.exe

  Run Parameters   = -e w3svc

No Microsoft Personal Web Server 1.0a ( Inglês ):

  Host Application = C:\Program Files\WebSvr\System\Inetsw95.exe

  Run Parameters   = -w3svc

No Microsoft Personal Web Server 1.0a ( Português ):

  Host Application = C:\Arquivos de Programas\Servidor Web Particular\Servidor Web\Inetsw95.exe

  Run Parameters   = -w3svc

No Microsoft Personal Web Server 4

  Host Application = C:\Windows\System\inetsrv\inetinfo.exe

  Run Parameters   = -e w3svc

Desta maneira poderemos depurar nossos aplicativos WEB ( ISAPI ) como se fossem um outro aplicativo qualquer.

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